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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Janela de Cima

Quando cheguei, a primeira coisa que fiz foi abrir a janela para te ver. Infelizmente o vento já te tinha levado, mas eu continuei a olhar pela janela e percebi a emoção lenta e linear e decidi que devia arranjar palavras para te explicar. Mata-me por esta sensação de impureza, mas volta para mim ainda hoje. Sem fazer sentido continuo a olhar e a perceber que foste só tu que me fizeste olhar por aquela janela e pensar mais alto. É tudo morto e vivo, quente e frio. Vejo pelo laranja do sol e pelo cinzento do céu que deveria dar mais valor a mim mesmo. Quando cheguei aqui na esperança de te ver ainda a passar na rua, olhei para as flores e elas estavam mais mortas que a minha vontade de viver. Secalhar é por isso que a paisagem que vejo está a preto e branco.

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